ISSN 1807-1783                atualizado em 18 de fevereiro de 2010   


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Tópicos de teoria da História para investigação dos discursos político-religiosos dos intelectuais

por Carlos André Silva de Moura

Sobre o autor[1]

Alertando-nos sobre a importância da teoria da História para o desenvolvimento das pesquisas acadêmicas, Jorn Rusen destacou a posição científica assumida pela História a partir das abordagens teóricas, o que lhe diferencia das produções baseadas na ficção[2]. A historiografia, diferente dos ensaios literários, preocupa-se com sua construção a partir dos vestígios deixados pelo homem ao longo do tempo, pois a História não tem como objetivo apenas a narração dos fatos, mas também traz como propósito a interpretação científica. É a busca por tais sinais que orienta a labuta do historiador; os arquivos tornam-se locais de trabalho e a produção seus resultados. A teoria da deusa Clio orienta os fundamentos didáticos ao trabalho do seu artesão, sendo indispensável para o desenvolvimento de nossas pesquisas.

Nas palavras de Michel De Certeau “uma prática sem teoria desemboca necessariamente, mais dia menos dia, no dogmatismo de ‘valores eternos’ ou na apologia de um ‘intemporal’”[3]. A base teórica evita os fanatismos de temáticas mais próximas do cotidiano dos investigadores, mantendo o distanciamento necessário para uma análise sem exaltações.

Nos arquivos estão os guias das pesquisas, as fontes que discursam nos fazendo refletir sobre os fatos, apresentando informações preciosas aos que as manuseiam. Contudo, para que as documentações não falem por si, os vestígios históricos devem ser questionados a luz de um aporte teórico. Os “sobreviventes” apresentam as respostas aos nossos questionamentos a partir de um trato teórico-metodológico, tendo como objetivo o papel fundamental do historiador: a interpretação[4]. Para Marc Bloch, são os questionamentos que realizamos à nossa documentação que realça ou abranda a importância de um texto, determina os limites em nossas análises[5]. A teoria utilizada pelo historiador deve permanecer em constante harmonia com seu objeto, pois “são as perspectivas teóricas sobre o passado humano que decidem o tipo de informação a ser extraído das fontes”[6].

É importante destacarmos que uma abordagem teórica não pode ser uma prática definitiva, pois estão relacionadas ao seu tempo e ao objeto de análise. Os métodos para a escrita da História se modificam junto aos fatos investigados, surgindo novos problemas, sendo necessárias novas abordagens para a apreciação dos novos objetos em nosso tempo. Tais modificações são salutares no sentido das teorias não se tornarem modismos acadêmicos, muitas vezes utilizados por historiadores que acreditam dominar o que há tempos os dominam internamente. Durval Muniz de Albuquerque Júnior refletiu sobre a impossibilidade da existência de um método único para a análise do conhecimento histórico, alertando que os caminhos das investigações podem ser dos mais variados[7]. Alguns historiadores que acreditam na existência de uma abordagem epistemológica universal, aplicável a todas as fontes, conduzem suas análises à manipulação dos sobreviventes, ou até mesmo criar respostas que não são oferecidas por sua documentação, pois as perguntas não serão “ouvidas” por aqueles que ainda vivem. Para Richard Evans, “um verdadeiro historiador jamais manipulará ou distorcerá os materiais que o passado nos deixou e que constituem a base do seu trabalho, mas, dentro dos limites que as fontes permitem, há muito espaço para diferentes ênfases e interpretações”[8].

Diferente da prática do interrogatório documental, o artesão da História deve trabalhar suas fontes, elaborá-las, não questionar se em suas páginas estão às verdades que procuram, mas destacar o efeito de sentido provocado por elas[9]. Com tal abordagem é possível o estudo das bordas, das rupturas, dos limites e interseções, fatos que muitas vezes são esquecidos por estudiosos da Clio. O passado deve ser visto como um leque chinês, passível de várias interpretações, podendo ser geradas diferentes imagens do lugar que se observa[10]. A deusa que nos encanta transforma-se todos os dias, instigando aqueles que se rendem aos seus mistérios.

Assim como a teoria, as abordagens metodológicas de uma pesquisa garantem a sistematização das investigações nos arquivos, orientam o relacionamento entre as fontes e as indagações científicas, além de seus questionamentos e aplicações junto ao aporte teórico estabelecido. O método estabelece as diretrizes para a condução do pensamento histórico durante a investigação empírica, sendo assim, o pesquisador se capacita para instituir as reflexões teóricas que melhor se aplicam ao processo da pesquisa[11]. As análises históricas não podem se manter sem um porto seguro, sem a elaboração de seus questionamentos prévios, sem o diálogo constante com os sobreviventes que podem responder nossas inquietações.

Foi a partir das determinações que conduzem o nosso trabalho como historiador que desenvolvemos este artigo, destacando a importância da teoria e metodologia da História para a condução das investigações acadêmicas baseadas na História Política, Religiosa e dos Intelectuais. Para isso, dialogamos com nossa pesquisa, utilizando-se da Análise do Discurso para avaliar as atuações dos homens das letras no Recife do início do século XX. Desta forma, partimos das condições de produção que determinam o uso da análise discursiva, destacando as relações entre fontes e o método de investigação.

Enlaces sobre Política, Religião e Intelectuais.

Michel De Certeau realçou que a História é necessária para que não nos esqueçamos de si próprio, envolvendo o povo nas constantes mudanças[12]. Ao refletir sobre suas palavras, poderíamos pensar: qual nossa importância como historiadores? O que oferecemos à sociedade, além de livros em estantes? O fazer historiográfico precisa manter uma preocupação social, suas produções necessitam oferecer respostas às indagações do presente. Os questionamentos do historiador estão vinculados as suas condições de produção e problemas do seu momento. As documentações utilizadas nas pesquisas, quando bem questionadas, trazem respostas às dúvidas do hoje.

Nossa produção historiográfica surgiu a partir da análise de documento que circularam no Recife durante a década de 1930, como o Diario de Pernambuco, Folha Universitaria, Diario da Manhã e a Revista A ordem. Em nossos “sobreviventes”, observamos a constante participação dos letrados nas discussões políticas do início do século XX. A atuação da intelectualidade nos rumos sociais do país foi intensamente debatida, como observamos no ciclo de conferências sobre o papel da intelectualidade no século XXI, realizado em 2005 na UFRJ[13]. Foi a partir destas condições que decidimos nos debruçar sobre as atuações dos intelectuais na Capital pernambucana durante o projeto de Restauração Católica[14] entre os anos de 1930 e 1937. Para isso, buscamos avaliar os efeitos de sentido das enunciações dos homens das letras que apoiavam o processo de recatolização da sociedade, além das relações de poder e saber que exerciam sobre a população. Sendo assim, acreditamos que para nossa avaliação, os métodos da Análise do Discurso e da História Política ofereciam o suporte necessário para o desenvolvimento de nosso trabalho empírico.

Com a Análise do Discurso, podemos compreender as causas e objetivos para a emergência das alocuções dos nossos personagens. Com a teoria realizamos uma ligação entre os métodos da Lingüística e da História, ressaltando os valores da interdisciplinaridade defendida por teóricos da Escola dos Annales e da Nova História, fato que colaborou com a compreensão do sentido das propostas dos letrados[15]. Segundo Michel Foucault, a Análise do Discurso leva o historiador a entender as especificidades dos fatos, ao qual sem o método proposto teríamos maiores dificuldades de apreciação. Para o autor, “Analisar o discurso é fazer com que desapareçam e reapareçam as contradições: é mostrar o jogo que nele elas desempenham; é manifestar como ele pode exprimi-las, dar-lhes corpo, ou lhes emprestar uma fugidia aparência”[16]. No entanto, o autor observou que o método não demonstra a universalidade de um sentido, não expõe todos os questionamentos que os historiadores fazem à documentação analisada[17].

Além das contribuições da Análise do Discurso oferecida por Michel Foucault, as proposições sobre as relações entre saber e poder são de grandes subsídios à nossas pesquisas. Com suas propostas, foi possível compreendermos a importância do saber para a manutenção do poder durante a propagação dos discursos dos letrados na década de 1930, assim como, sua circularidade entre a população mais simples. Gilles Deleuze observou que as afinidades do poder trabalhadas por Michel Foucault, “é o conjunto das relações de forças, que passa tanto pelas forças dominadas quanto dominantes, ambas constituindo singularidades”[18]. Para o teórico francês, o poder não está concentrado em um lócus de produção discursiva, mas encontra-se fragmentado em micro poderes, exercendo-se em todas as camadas, penetrando na vida cotidiana, independente dos domínios do Estado[19]. Tais relações entre saber e poder nos guiaram a avaliar as interferências dos discursos dos intelectuais na História pernambucana.

Sobre os estudos políticos, observamos que há alguns anos suas produções sofreram queda no âmbito acadêmico, fato que se intensificou após os novos paradigmas propostos com a História Cultural durante a década de 1970, por trazer discussões teóricas voltadas para a análise do popular e das massas. O método buscava inserir as camadas que se diziam esquecidas por pesquisas da História Política, passando a figurar como principal procedimento de análise das novas investigações. Com tais apreciações, aqueles que eram classificados como os excluídos da História passaram a receber maior atenção nos escritos acadêmicos.

Acusada de adotar um caráter elitista, as obras que seguiam perspectivas baseadas no político estavam centradas nos estudos dos grandes episódios, personagens e nas minorias privilegiadas, gerando assim críticas dos pesquisadores que reconheciam na participação do sócio-cultural as rupturas necessárias para as mudanças históricas. Este método era censurado por ser considerado factual, por se interessar por biografias dos notáveis, esquecendo daqueles que se localizavam nas bordas[20]. Em contrapartida, com a História Cultural houve uma predileção pelos estudos das “periferias”, em contraponto a centralização historiográfica oferecida por investigadores do político. Os chamados “marginalizados” da História receberam atenção nas produções historiográficas, pois os novos paradigmas de abordagem da Clio estavam preocupados em realizar suas investigações voltadas para o cultural e o social. Marshall Sahlins observou que com a História Cultural pôde-se reconhecer as contribuições históricas das comunidades e instituições sociais. Tal fato despertou o olhar para uma História construída de baixo, privilegiando o povo de modo geral[21].

A partir da década de 1980, as pesquisas que tinham a História Política como aporte teórico passaram a apresentar mudanças metodológicas significativas[22]. As modificações paradigmáticas desenvolvidas por este viés de análise, algumas oriundas da Escola dos Annales, defendiam um estudo interdisciplinar que relacionasse a História do político com outras ciências, a exemplo da Sociologia, Antropologia, Ciência Política e a Lingüística. As afinidades com o campo das humanidades foram determinantes para o novo olhar, fazendo com que o ramo fosse revisitado pelos historiadores. Tal tendência demonstrou a capacidade da História Política ser uma contribuição teórica mudável, um campo que se mantém ligado as suas condições de produção e ao momento histórico.

Tais mudanças no método abriram um maior leque para as pesquisas acadêmicas, pois não estavam mais centradas apenas em eleições, disputas partidárias e ações de grandes personagens. A utilização da História Cultural foi um importante suporte para as indagações do político, pois não existe História do político sem a análise cultural da sociedade, assim como, não há o cultural sem o político[23]. Tais modificações no método foram classificadas por René Rémond como um “renascimento teórico”[24], por se caracterizar como um revigoramento na sua operação historiográfica.

Com as mudanças na História Política, os estudos das relações com o religioso receberam forte atenção. As pesquisas abandonaram as estruturas de análise voltadas para as hierarquias eclesiásticas, avaliando desta forma a participação das camadas populares nos seus mecanismos[25]. Sobre a relação entre o político e o eclesiástico, “o religioso informa em grandes medidas o político, e também o político estrutura o religioso”[26], as instituições se utilizam mutuamente para legitimar seus discursos na sociedade. Entre a Igreja e os cristãos, a política mantém fortes ligações de força, seja no voto, nas atuações de seus líderes que desejam criar dizibilidade de seus atos em meio aos fiéis. Durante a década de 1930, o poder do clero foi fundamental para legitimar as enunciações políticas baseadas na ordem e na moral cristã, em combate a “desordem” comunista.

Outro campo de investigação que cresceu ao mesmo ritmo das pesquisas em História Política são as análises voltadas para as atuações dos intelectuais. A temática se demonstra como um campo aberto para novas investidas dos pesquisadores, estando no entroncamento entre o Político, o Social e o Cultural. Lloyd S. Kramer observou que os estudos sobre os homens das letras se encontram além de uma investigação das idéias, integrando em seu bojo de pesquisa grande parte do que se distingue como História[27]. Muitas análises nos fazem perceber o espaço fecundo que abriga a temática da intelectualidade, a exemplo das contribuições oferecidas por Michel Foucault que já foram destacadas neste trabalho.

Ao desenvolver análises baseadas na intelectualidade, alguns autores se colocam em meio a um dilema de classificação: afinal, em uma sociedade complexa e mutável, quem são os intelectuais? Tal questionamento conduziu parte da pesquisa que nos propomos a desenvolver, buscando classificar na sociedade recifense as ações de indivíduos que possam ser identificados como homens letrados. Muitos autores defendem que a classificação de um sujeito como membro da elite intelectual parte da sua qualidade humana, perpassando por suas ações em meio aos letrados e o povo[28]. Para Norberto Bobbio, os pensadores são aqueles com quem:

[…] se atribui de fato ou de direito a tarefa específica de elaborar e transmitir conhecimentos, teorias, doutrinas, ideologias, concepções do mundo ou simples opiniões, que acabem por construir as idéias ou os sistemas de idéias de uma determinada época e de uma determinada sociedade[29].

No entanto, as atuações dos intelectuais não estão baseadas apenas em atos políticos ou doutrinários, mas também em ações que buscam as renovações, sejam elas culturais, políticas ou sociais. Para as mudanças estruturais, alguns intelectuais se organizaram em movimentos ou associações políticas que representavam suas proposições teóricas. A criação de “redes” por parte dos letrados é em algumas ocasiões originária dos meios de comunicação, como os editoriais de revistas e jornais. A linguagem comum entre seus pares facilita a propagação dos discursos que defendem, levando à população leitora seus dogmas e crenças políticas[30].

Ao trabalharmos com a História Política e os intelectuais, não podemos nos distanciar dos estudos das elites, mesmo reconhecendo que a temática sofreu fortes mudanças na forma de análise. Entre as inovadoras contribuições para avaliação do comportamento das elites na sociedade destacamos o método prosopográfico. Tal proposta teórico-metodológica contribui a produção das biografias coletivas, analisando as principais atuações de grupos de letrados, políticos e aqueles classificados como a elite de uma região[31], ou que determinaram mudanças no desenvolvimento dos eventos históricos. Com a prosopografia é possível o historiador analisar as atuações sociais a partir de organizações políticas, assim como, suas ações em meio à sociedade. Desta forma as relações entre a História Política, Social e Cultural ganharam forte destaque com as aplicações da metodologia a partir dos anos de 1960. Para Flávio H. Heinz, os historiadores das elites que se debruçam sobre a temática e utilizam como aporte teórico o método prosopográfico realizam um estudo sociológico do passado, visto o caráter social desta prática de investigação[32].

Ressaltamos a importância do reconhecimento do lugar institucional dos pesquisadores que se propõem a analisar a História dos intelectuais, pois o pesquisador da temática está inserido no meio social como um homem das letras, muitas vezes identificando-se com o seu objeto de estudo, ações e atividades desenvolvidas por seus personagens. Para Michel De Certeau, o lugar institucional do historiador determina seu discurso e suas produções históricas. Para o autor, enquanto os súditos da Clio escrevem a História, também estão inseridos em seu processo[33]. Neste sentido, acreditamos que para os estudos históricos não se tornarem produções apologéticas, é de fundamental valor a base teórica para o desenvolvimento das pesquisas, assim como, sua definição metodológica. Tais definições parte da preocupação para que um trabalho científico não deságüe em crenças dogmáticas, fugindo assim dos objetivos de um verdadeiro historiador.

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[1] Mestrado em História Social da Cultura Regional pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). E – mail: casmcarlos@yahoo.com.br

[2] RUSEN, Jorn. Reconstrução do Passado. Brasília: UNB, 2007. p. 16.

[3] CERTEAU, Michel De. A Escrita da História. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002. p. 66.

[4] Sobrevivente é uma nomenclatura utilizada por Michel Oakeshott para classificar os documentos históricos. OAKESHOTT, Michel. Sobre a História e Outros Ensaios. Rio de Janeiro: Top books, 2003. p. 111.

[5] BLOCH, Marc. Apologia da História ou o Ofício do Historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. p. 08.

[6] RUSEN, 2007, p. 107.

[7] ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. História: a arte de inventar o passado. Bauru: EDUSC, 2007. p. 155.

[8] CANNADINE, David. (Org). Que é a História Hoje? Lisboa: Gradiva, 2006. p. 34.

[9] FOUCAULT, Michel. Arqueologia do Saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2004. p. 07.

[10] Cf. ALBUQUERQUE JÚNIOR, 2007, p. 149 – 162.

[11] RUSEN, 2007, p. 101.

[12] CERTEAU, 2002, p. 16.

[13] Em agosto de 2005, Marilena Chauí e vários intelectuais se reuniram na Universidade Federal do Rio de Janeiro para o ciclo de conferências sobre o papel dos intelectuais na sociedade do Século XXI, buscando debater sobre suas relações com a política e o pensamento filosófico. Cf. CHAUÍ, Marilena de Souza. Intelectual engajado: uma figura em extinção? In: NOVAS, Adauto. (Org.). O Silêncio dos Intelectuais. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 19 – 44.

[14] Termo Restauração Católica foi utilizado pela Igreja Católica para designar o projeto liderado por Roma no início do século XX, que buscava a reativação do poder político do catolicismo. No Brasil, o movimento foi liderado pelo Cardeal Dom Sebastião Leme com o apoio de vários intelectuais e instituições religiosas.

[15] SILVA, Giselda Brito. História e Lingüística: algumas reflexões em torno das propostas que aproximam a História da Análise do Discurso. Sæculum - Revista de História. João Pessoa, n°. 11, p. 28 – 41, ago / dez. 2004. p. 32.

[16] FOUCAULT, 2004, p. 171.

[17] FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Loyola, 2004. p. 70.

[18] DELEUZE, Gilles. Foucault. São Paulo: Brasiliense, 2006. p. 37.

[19] FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Edições Graal, 2003. p. 75.

[20] RÉMOND, René (Org). Por uma História Política. Rio de Janeiro: FVG, 2003. p. 33.

[21] SAHLINS, Marshall David. Ilhas de História. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. p. 60 - 61.

[22] CAPELATO, Maria Helena Rolim. História Política. Revista Estudos Históricos. Rio de Janeiro, n° 17, p. 161 – 165, 1996. p. 162.

[23] Vera Hercília Pacheco Borges destacou as dificuldades da classificação dos trabalhos acadêmicos como integrantes teóricos da História Política. Segundo a autora, tal problemática é originária da amplitude dos conceitos, podendo ser inseridos em vários ambientes do conhecimento histórico, seja na área da cultura, sociedade ou religião. BORGES, Vera Hercília Faria Pacheco. História Política: totalidade e imaginário. Revista Estudos Históricos. Rio de Janeiro, vol. 9, n° 17, p. 151 – 160. 1996. p. 153.

[24] RÉMOND, 2003, p. 36.

[25] CANNADINE, 2006, p. 87.

[26] CERTEAU, 2002, p. 335.

[27] HUNT, Lynn. A Nova História Cultural. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 133.

[28] RÉMOND, 2003, p 241.

[29] BOBBIO, Norberto. Os Intelectuais e o Poder. São Paulo: UNESP, 1997. p. 110.

[30] RÉMOND, 2003, p. 249.

[31] Sobre o termo elite, Flávio M. Heinz destacou as dificuldades para a classificação dos indivíduos que estão inseridos nesta divisão, pois a nomenclatura apresenta-se ampla para a historiografia, podendo aglomerar os indivíduos que participam de grupos influentes, dirigentes ou abastados. Em nossa análise, preferimos atribuir o conceito de elite para os grupos sociais que detém o poder social e/ou intelectual em seu espaço de atuação. HEINZ, Flávio H. (Org). Por Outra História das Elites. Rio de Janeiro: FGV, 2006. p. 08.

[32] Idem, p. 09.

[33] CERTEAU, 2002, p. 32.