Sobre o autor[1]
Recentemente a historiografia tem-se preocupado com a descoberta de “outras
histórias”, que surgem para favorecer os estudos que contemplam a cidade e suas
múltiplas dimensões, em especial as sonoridades. A expansão dos estudos sobre
esta temática na História localiza-se no quadro de transformações por que vem
passando a disciplina nos últimos tempos, fruto da crise dos paradigmas
tradicionais sobre a sua escrita, cuja procura por novas perspectivas abriu
também um campo mais amplo para a interdisciplinaridade.
Dentro desse campo multidisciplinar, que favorece as pesquisas da paisagem
urbana, somam-se recentes temáticas, antes colocadas no esquecimento, como o
cotidiano, a memória, as festas, os sentimentos, os sons, entre outras, que
ampliam e diversificam os estudos e análises sobre as cidades.
Partindo dessa perspectiva, iniciamos este artigo com a intenção de
“despertar as histórias que dormem nas ruas”[2],
revelar a vida dos bairros centrais do Recife através dos diversos sons, que
embalam as tramas de vidas de seus moradores durante as festividades
carnavalescas nas primeiras décadas do século XX.[3]
Aqui, veremos como a paisagem das ruas “fala da sua produção material, dos
pontos simbólicos da vida dos que nelas habitam; seus caminhos e seus trânsitos
falam das mais diversas atividades que no seu interior se produzem”
[4].
Ações que nos possibilitam compreender o espaço urbano como um tecido muito
variado nas suas formas e nas suas cores. Um território polifônico, dotado de
sentidos, que “não tem uma natureza cristalizada. Seus significados derivam dos
investimentos simbólicos feitos sobre ele, por meio de rituais promovidos pelo
Estado ou certos grupos sociais”[5].
Assim, do período que antecede até o último dia da folia de Momo, uma paisagem
sonora peculiar toma conta do Recife. Carnaval e cotidiano se conectam e se
misturam. Nas primeiras horas da manhã, o falatório entre os transeuntes revela
a existência de uma cidade em movimento, que tem vida, que inclui em sua trama
momentos de conflito e de tensão; de mudanças e permanências; do moderno e do
tradicional. Pregões, sotaques, assobios, risadas, pesadas forte no chão,
arrastado de chinelos, tosses, espirros, gritos, barulho de portas e de chaves
constituem de forma nostálgica, as lembranças de um Recife que acorda cedo para
o trabalho, e assiste aos
[seus] operários [passarem] para as fábricas, para as docas, para as
construções, alguns levando as latinhas para com as suas refeições, outros os
instrumentos do seu trabalho. [...] grupos de costureiras querendo puxar a
elegância num reclamo de maestria profissional, pares de criadinhas e
cozinheiras, em palestras, em confidências contra as patroas, todos buscando os
empregos ou caminhando para as compras nos mercados. Nas vendas, abriam-se as
portas de madeira, punham amostras de feijão, de milho, de charques á vista dos
transeuntes; penduravam papelões com pressos em agoniado português; uma
carrocinha de leite distribuindo garrafas de boca em estado de sítio: bem
arrolhadas; um gazeteiro apregoando os matutinos; psius de um sobrado fazendo os
olhos se altearem e um vulto de mulher surgindo na varanda, protegendo a nudez
do seio com o roupão vistoso contido pela mão, porém mostrando muito das pernas[6]
.
Uma espécie de coral itinerante, que mistura vozes incoerentes, saudações,
comentários, respostas, desdéns, pragas. Cenas que marcam a vida dos moradores
da urbe, atribuindo a paisagem urbana um conjunto de vários sentidos.
Os sons que provém das lojas do comércio e atraem os caminhantes da localidade.
Da Leite Bastos, na Rua do Livramento, cujos anúncios convidam a
clientela para adquirir pó de arroz Mimosa – perfumado e aderente,
lança-perfumes, confetes, jetones, serpentinas e máscaras.[7]
Das redações dos jornais Diario da Manhã, Jornal do Recife, Jornal Pequeno,
Jornal do Commercio. Do barulho das máquinas de costura nas sedes das
agremiações carnavalescas e nas casas dos alfaiates. Das conversas nas
lavanderias, no mercado, na farmácia. Dos fuxicos nas janelas, nas calçadas, nas
esquinas. Das ladainhas das igrejas, das procissões, das rezas, do silêncio da
quaresma. Dos terreiros de candomblé, outras sonoridades sagradas são
produzidas. Os toques para os orixás, as saudações, as tomadas de bênçãos, o
rufar dos tambores.
Nessa profusão de sons, somamos os apitos, gaitas e realejos dos vendedores de
ostras, vassouras, caldo de cana, amendoim. Também o barulho que provém das
brincadeiras de roda, chicote queimado, esconde-esconde e da cantoria “macia das
meninas que politonavam: Roseira dá-me uma rosa / Craveiro dá-me um botão /
Dessas rosas muita rosa / Terá morrido em botão...”[8].
A essas sonoridades que transformam a paisagem do Recife, localizamos os sons
das máquinas e das picaretas, que derrubam imóveis e monumentos públicos para
abertura de novas vias de circulação. No início do século XX, as principais
capitais brasileiras passam por transformações aceleradas nos planos da
política, da economia e da cultura. O Recife - “metrópole regional do Nordeste”
– torna-se palco de uma ampla reforma urbanística, sintonizada com os anseios da
burguesia, então obcecada pelas idéias de “progresso” e de “civilização”.
Das rádios e altos falantes instalados nos altos dos arranha-céus destacamos a
atuação da Rádio Clube de Pernambuco, uma das pioneiras da radiofonia
brasileira, que apresentava “uma programação regular diária, [trazia] música de
gramofone, números de canto, declamação de poesias, notícias de esporte e de
atividades culturais”[9].
No período de Carnaval, em parceria com a R.C.A Victor – gravadora
nacional de discos com sede no Sudeste do país e filial na Rua da Imperatriz –
promovia um evento que homenageava o frevo pernambucano, atraindo para suas
proximidades muitos foliões, agremiações e famílias para frente da agência.[10]
Às sonoridades do rádio misturam-se o barulho dos bondes da Pernambuco Trawmays,
que chegam ao centro da cidade com operários, comerciantes e outros
trabalhadores. O falatório dos passageiros reclamando da distância das paradas
de origem, interditadas durante o período de carnaval atribuem momentos de
grande agitação e barulho durante todo o percurso. As buzinas dos carros de
capota arriada que chegam para a concentração do corso na Boa Vista, mais
precisamente nos cruzamentos das ruas Riachuelo e Hospício, onde os automóveis
se organizam, também caracterizam a polifonia urbana que segue o trajeto:
Rua da Imperatriz, ponte da Boa Vista, Praça Joaquim Nabuco, rua da concórdia,
Praça Siqueira Campos, avenida Cleto Campelo (contornando o lado contramão junto
ao jardim daquela praça), rua Vidal de Negreiros, São João, Concórdia (lado
ímpar), praça Joaquim Nabuco, ruas João Pessoa e Sigismundo Gonçalves, praça da
Independência, ruas Joaquim Távora e Imperador, contornando a praça da República
e voltando pela rua do Imperador, Joaquim Távora, Praça da Independência, ruas
Sigismundo Gonçalves, João Pessoa, ponte da Boa Vista, rua das Aurora e do
Riachuelo, atingindo aí o ponto de partida[11].

Percurso do corso pelas principais vias públicas dos Bairros de São José,
Santo Antônio e Boa Vista durante o Carnaval. Planta do Recife. Década
de 1930.Fonte: Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano – APEJE.
Diante dessa multiplicidade de sons que caracterizam o centro da cidade no
período de Momo, o desfile das agremiações carnavalescas e os concursos de rua
organizados pelas comissões de moradores do Bairro de São José destacam-se como
acontecimentos que dotam estes lugares de forte carga simbólica que os
diferenciam e os identificam como territórios da folia.
Assim, logo nas primeiras horas do dia já se ouvem os acordes das orquestras de
frevo. São as troças que fazem seus últimos ajustes antes da saída oficial. Na
rua estreita do Rosário, o movimento é intenso. A Troça Verdureiras de Santo
Antônio prepara-se para transformar as artérias da cidade em corredores
animados e irreverentes, juntamente com a Troça Carnavalesca Mixta
Linguarudos de Santo Antônio. O centro é o principal ponto de encontro das
brincadeiras. De Campo Grande, vem o Pão da Manhã; de Santo Amaro,
Traquinos de João de Barros; de Casa Amarela, Príncipe dos Ursos; da
Encruzilhada, Todos Brincam da Rozeira; do Arruda, O Bagaço é meu.
Coqueirinhos em Folia vem da Estrada do Bongi, em Afogados. Multidões que
se aglomeram e colorem as ruas, pontes e pátios em meio a empurrões, gritos,
brigas... mete o cotovelo e abre o caminho...
[12]
Nesse período, a trilogia éter, música e álcool parecem combinar. E o barulho
aumenta... Lá vêm os mascarados. Caretas grotescas, com cores fortes, rostos
cortados e olhos vazios. Nas ruas essas cabeças decepadas ganham vida e voz.
Não me conheces? É a frase mais repetida entre eles. Os sons de buzinas e
guizos os acompanham por onde passam. “Em casa que tem criança, o pavor se
instala; longos momentos de espanto. Os rostos trágicos de papel com corpos e
braços parecem que vão persegui-los”[13].
Quando a noite cai, sob a luz das gambiarras, novas caras vêm ao encontro da
massa de foliões que lotam as ruas desde as primeiras horas do dia. Agora, quem
ocupa o centro da festa com seus desfiles são os grupos de caboclinhos,
maracatus, blocos e clubes de frevo, expressando-se por diferentes linguagens
que associam os domínios amplos das culturas populares. Durante as setenta e
duas horas de festa, a vida noturna do centro parece se transformar: orquestras
de metais, de pau e corda, bombos, preacas e caracaxás[14];
fantasias de luxo e carros alegóricos tomam conta das principais artérias da
cidade.
Na Praça da Independência, na frente do prédio do Diario de Pernambuco, o
palanque da Federação Carnavalesca Pernambucana, recebe todos os seus clubes
filiados. Por ele passam o Clube Quatro Diabos (Clube de
Alegorias e Críticas), os clubes pedestres Lenhadores, Vassourinhas,
os blocos Batutas da Boa Vista, Flor da Lira, Batutas de Santo
Amaro, entre outros grupos que se somam a multidão de foliões da localidade.
Além dos sons produzidos pelas orquestras das agremiações, os aplausos ás
autoridades que compareciam ao palanque também contribuíam para a polifonia da
festa.
Da Rua Imperial, no Bairro de São José, muitas agremiações se dirigem ao centro
da cidade levantando as pedras do calçamento e integrando um cortejo de
múltiplos sons. As Ciganas Revoltosas, as Missangueiras, as Verdureiras, as
Quitandeiras, os Rebeldes Imperiais, o Pão da Tarde e Batutas de São José
somam-se outras, como Empalhadores do Feitoza, Pás e Anjos Rebeldes,
saídas de Campo Grande, de Casa Amarela e Beberibe, os maracatus Sol
Nascente, Leão Coroado, Águia de Ouro, Cambinda Nova e Elefante; os blocos
de pau e corda Madeira do Rosarinho, Batutas do Arraial, Inocentes do Arraial;
os Caboclinhos Canindés, Tupinambás, entre outros grupos, que embora não
sendo filiados à Federação Carnavalesca seguem pedindo passagem ao encontro de
outros dobrados, baques virados e outros lirismos espalhados pela cidade.
A essas paisagens sonoras, registramos outras experiências do cotidiano, que
caracterizam a vida dos moradores da urbe no período das festividades de Momo.
São as comissões de carnaval organizadas pelos moradores das ruas do Recife.
Essas comissões, compostas na sua maioria por membros da mesma família ou grupo
de moradores da mesma rua, nascem do desejo dos habitantes de se reunir, de
atrair as agremiações para o centro da cidade, de colocar em ação as aptidões de
cada pessoa, de promover a interação entre os grupos e de transformar o cenário
onde residem, trabalham e se divertem. Tramas que se constituem e envolvem no
seu processo tensões, conflitos, sonhos e diferentes redes de sociabilidades que
se estabelecem entre o público e o privado.
Numa proporção que vai de dentro para fora e de fora para dentro, isto é, de
casa para a rua e vice-versa, percebemos nessa transitoriedade que existe entre
os dois pólos, a periodicidade de uma dinâmica própria, com leis e papéis
definidos, que rompem com a idéia da festa sem regras. Aqui, cada morador assume
uma responsabilidade pelo sucesso do evento: iluminar as fachadas dos prédios,
arrecadar dinheiro para as premiações, providenciar a decoração, as gambiarras,
contactar com os clubes, os blocos e as troças, que durante os três dias da
festa desfilarão pelas suas artérias, entre outras funções.[15]
Assim, na Rua das Hortas, a comissão dos festejos carnavalescos presidida pelo
casal Antônio Lemos e Maria Lins Vanderlei, convida:
[...]a todos os blocos, clubes e troças, a percorrerem o trecho da Rua de
Hortas, compreendido entre a Rua do Passo da Pátria e a Travessa de São Pedro,
nos dias consagrados a Momo, principalmente nos dias 1º e 2º dias, a fim de que,
com imparcialidade, possa julgar a quem dever ser conferido os quatro brindes,
como prêmios dos moradores daquele trecho ás sociedades carnavalescas que melhor
se exibirem no carnaval deste ano.[16]
Na Rua Augusta, o grupo coordenado pelo secretário Armando Oliveira, utiliza uma
estratégia para seduzir os moradores, os desfilantes das agremiações e os
simpatizantes, convidando a todos “para visitarem a Camisaria “A Exposição”, na
Rua João Pessoa, onde terão a ocasião de verem as taças que vão ser oferecidas
pelo Carnaval.” A proposta é fazer do espaço público da folia, o mais
freqüentado e animado possível. Para isto, a adesão das famílias nesse processo
de mobilização e produção da festa, atuando no interior das agremiações, nos
corais, nas orquestras, nas comissões festivas ou simplesmente assistindo aos
desfiles, “é um fator determinante na construção do Carnaval como símbolo
nacional”[17].
Nas residências mais afastadas do foco da agitação, em geral no Bairro da Boa
Vista, moças e rapazes não simpatizantes com a festa na rua preparam suas
fantasias para os bailes e matinês dos clubes, teatros e hotéis da cidade.
Nesses espaços, os sons ficam por conta das jazz band, dos cantores
locais e nacionais, que lotam os salões do Olinda Cassino, do Clube
Internacional, do Grande Hotel, do Jokey Club, entre outros.
Quando chega a madrugada, confetes colados ao chão, o cheiro forte de batida no
ar e as serpentinas que tremulam nas varandas dos sobrados, nos fios e nos
postes de iluminação, indicam vestígios de um circuito de muita folia. As
agremiações derradeiras se recolhem com seus estandartes no ar em direção
às suas sedes. Os últimos foliões, bêbados de sono, cansaço e cachaça
cantam: Meu Maracatu / É da coroa imperial / É de Pernambuco / E ele é / Da casa
real[18].
Das travessas e becos escuros, de um Recife às vezes mal assombrado, outros
ruídos se registram, desta vez gemidos e sussurros de alguns foliões que teimam
em chegar em casa, o barulho dos seus lábios, que se chocam e se devoram, dos
seus corpos que se unem para o amor e para o prazer, fazendo o que
nossos avós fizeram em tempos passados...
Por meio dessas sonoridades que transformam o espaço urbano do Recife, que ficam
nas bocas e nos ouvidos dos foliões, que traçamos de forma elucidativa, as
diferentes experiências desenvolvidas na cidade - território de representações,
sentidos, memórias e produção de saberes históricos.
Referências
Jornais
Jornal Diario de Pernambuco. Recife: jan-fev/1934
Jornal Pequeno. Recife: fev/1930
A Folia. Ano 1, nº 1. Recife: 26 fev. 1933
Olha a Curva. Recife, 1937. Nº 1; Ano 1
Bibliografia
ARAÚJO, Rosa Maria Barboza de.
A Vocação do Prazer. A cidade a família no Rio de Janeiro republicano. Rio
de Janeiro: Rocco, 1993.
ARRAIS, Raimundo. O pântano e o
riacho: a formação do espaço público no Recife do século XIX. São Paulo:
Humanitas /FFLCH/USP, 2004.
BANDEIRA, Manuel. Estrela da
Vida Inteira. 20. Ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.
BARROS, José D’Assunção. Cidade
e História. Petrópolis: Vozes, 2007.
CERTEAU, Michel de. A Invenção do Cotidiano: 2. Morar, cozinhar. 7° ed.
Rio de Janeiro: Vozes, 2008.
MATOS, Maria Izilda Santos de.
A cidade, a noite e o cronista: São Paulo e Adoniram Barbosa. São Paulo:
EDUSC, 2007.
______. Cotidiano e Cultura :
história, cidade e trabalho. São Paulo: EDUSC, 2002.
SETTE, Mário. Romances Urbanos. Organização: Lucilo Varejão Filho.
Recife: Ed. Do Organizador, 2005.
REZENDE, Antônio Paulo. (Des)encantos
Modernos: História da Cidade do Recife
na década de vinte.
Recife: FUNDARPE, 1997.
[1] Universidade
Federal Rural de Pernambuco. Historiador, Mestre em História Social da
Cultura Regional.
[2]
CERTEAU, Michel de. A Invenção do Cotidiano: 2. Morar, cozinhar.
7° ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2008. p.201.
[3]
Sobre o estudo da polifonia urbana, o cotidiano e as novas temáticas que
constituem a produção historiográfica nos últimos tempos, consultar os
trabalhos da pesquisadora e historiadora MATOS, Maria Izilda Santos de.
A cidade, a noite e o cronista: São Paulo e Adoniram Barbosa. São
Paulo: EDUSC, 2007; Cotidiano e Cultura: história, cidade e
trabalho. São Paulo: EDUSC, 2002.
[5]
ARRAIS, Raimundo. O pântano e o riacho: a formação do espaço
público no Recife do século XIX. São Paulo: Humanitas /FFLCH/USP,
2004.p.15.
[6]
SETTE, Mário. Seu Candinho da Farmácia. In Romances Urbanos.
Organização: Lucilo Varejão Filho. Recife: Ed. Do Organizador, 2005.
p.186-7.
[7]
OLHA A CURVA. Recife, 1937. Nº 1; Ano 1. p.1.
[8]
BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 20. Ed. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 1993.
[10]
Sobre este concurso promovido pela RCA Victor e a Rádio Clube de
Pernambuco, consultar o DIARIO de Pernambuco. Recife, 21 jan.
1934.
[11]
DIARIO de
Pernambuco.
Recife, 21 jan. 1934.
[12]
As agremiações citadas resultam de pesquisas realizadas nos jornais
Diario de Pernambuco, Jornal Pequeno (décadas de 1920, 1930 e
1940) e alguns periódicos publicados pelos grupos carnavalescos e
distribuídos gratuitamente nos dias de carnaval, entre as décadas de
1930-1940. Entre estes últimos documentos podemos citar: Jornal O
Linguarudo da Troça Carnavalesca Mixta os Linguarudos de Santo Antônio;
O Vasculhador; A Aranha; Olha a Curva; O Corta-Jaca; O Passo; A Folia;
entre outros.
[13]
A FOLIA. Ano 1, nº 1. Recife: 26 fev. 1933.
[14]
Instrumentos musicais característicos das performances dos Caboclinhos.
O primeiro lembra um chocalho de metal com duas estrelas nas
extremidades; o segundo, é uma espécie de arco e flecha presos com um
cordão que serve como instrumento de marcação dos passos dos grupos.
[15]
Sobre as funções das comissões de carnaval organizadas pelos moradores
dos bairros do Recife, ver JORNAL Pequeno. Recife, 19 Fev. 1930,
p. 02.
[16]
DIARIO
de Pernambuco.
Recife, 10 Fev. 1934. p1.
[17]
ARAÚJO, Rosa Maria Barboza de. A Vocação do Prazer. A cidade a
família no Rio de Janeiro republicano. Rio de Janeiro: Rocco, 1993. p.
369.
[18] JORNAL Olha a
Curva.
Recife, 1937. Nº 1; Ano 1