ISSN 1807-1783                atualizado em 03 de fevereiro de 2010   


Editorial

Expediente

De Historiadores

Dos Alunos

Arqueologia

Perspectivas

Professores

Entrevistas

Reportagens

Artigos

Resenhas

Envio de Artigos

Eventos

Curtas


Nossos Links



Destaques
Fale Conosco
Cadastro
Newsletter


Embates religiosos na “Terra da Luz”: maçons, espíritas e católicos no Ceará da Primeira República

por Marcos José Diniz Silva


Jornal O Ceará. Fortaleza-Ce, 12 de março de 1927.
Biblioteca Pública Menezes Pimentel - Setor Hemerográfico. Digitalização do autor.

Sobre o artigo [1]

Sobre o autor[2]

 

Investigar a atuação maçônica e espírita no amplo contexto das lutas religiosas e sociais, no Ceará da Primeira República, com os representantes da Igreja Católica, implica inseri-los no âmbito dos confrontos globais entre modernistas e tradicionalistas.  Para Le Goff existiu, na Europa dos primeiros anos do século XX, o “modernismo religioso”. O movimento centrava-se em dois problemas: o dogmatismo e a evolução social e política. Ou seja, a crise advinha “do atraso da ciência eclesiástica em relação à cultura e às descobertas científicas [...]”.[3] Domingues, por sua vez, observa que “A modernidade emergiu tendo no coração de seu imaginário a emancipação da humanidade da necessidade e dos grilhões da superstição e da dominação”.[4] E são exatamente essas manifestações cientificistas nas esferas do saber e da fé, com repercussões na esfera do poder, que constituem o centro da problemática deste trabalho, uma vez que no bojo desse modernismo se apresentarão dois movimentos de natureza filosófico-moral, marcados por concepções racionalistas e cientificistas do mundo.

Assim, de um lado, a religião tradicional imersa nos domínios da crescente secularização - entendida como perda de poder e de validade das visões tradicionais de mundo, abaladas em sua substância pelos novos critérios da racionalidade instrumental - debate-se diante da progressiva racionalização das visões de mundo; de outro lado, maçons e espíritas, abstendo-se de uma crítica estrutural e sócio-política ao capitalismo, desenvolvem um racionalismo religioso, configurado em atitudes filantrópicas, beneficentes e caritativas, conciliando espiritualismo e reformismo na solução da “questão social”, ao tempo que fundamentam o advento da justiça social resultante do progressivo desenvolvimento tecnocientífico e da evolução moral-espiritual da Humanidade. Nesse caso, representavam a possibilidade de uma nova utopia, a da regeneração espiritual pela auto-transformação, oposta ao tradicionalismo da escatologia católica.

Miranda, tratando dos discursos e práticas católicos construídos a partir do jornal O Nordeste, fundado em 1922, destaca o projeto de recatolização da nação, na disputa com o “poder temporal laicizado” e à concorrência com o marxismo (comunismo). [5] Montenegro, estudando o tradicionalismo católico cearense e suas conexões com a sociedade e o Estado, apresenta a Maçonaria como mais um elemento do quadro dos “modernismos”. [6] Contudo, para além de espaço de ressonância das correntes liberais, racionalistas e positivistas, nos meios maçônicos cultivava-se uma tradição espiritualista não considerada nos estudos religiosos de então e nas  relações Igreja Católica/Maçonaria.

A acepção “espiritualista” indica gama abrangente de denominações religiosas ou filosóficas que se apresentam como partidárias de uma dimensão espiritual na vida, portanto, opostas ao materialismo. Dito de outra forma, aproximando-se pelo alto (teor sagrado/religioso), tanto católicos, quanto maçons e espíritas compuseram uma ampla vertente espiritualista, embora vivendo contradições doutrinárias e conflitos no plano das relações sociais.

Constatam-se que, no Ceará da Primeira República, a Maçonaria e o Espiritismo se constituíram os maiores opositores ao dogmatismo religioso, às vezes até anticlericais, e por isso mesmo atacados pela Igreja Católica, como seus maiores “inimigos”. Contudo, os ataques do catolicismo, não contemplados pela historiografia, davam conta de uma concorrência moderno-espiritualista de maçons e espíritas no campo religioso, assentada em bases racionalistas e cientificistas e fortemente inserida nas classes altas, imprensa e meios intelectuais locais, desde o início do século XX.[7]

A presença maçônica nos movimentos sociais no Ceará, ganha destaque através de sua inserção na organização dos trabalhadores através da Sociedade Artística Beneficente (1902) e Centro Artístico Cearense (1904), seguindo-se diversas outras, inclusive no interior do estado. Essa atuação correspondia ao “novo apostolado” da Maçonaria brasileira, a “questão social”, nos primeiros anos do século XX, em continuidade à sua participação na campanha abolicionista.[8] A postura liberal da Maçonaria teria sido vitoriosa sobre as primeiras articulações dos anarquistas, no Centro Artístico, tornado-se hegemônica na organização dos trabalhadores cearenses até o início da década de 1920, quando se fortalece o movimento dos Círculos Operários, sob orientação da Igreja Católica, iniciado em 1915.[9] A Maçonaria brasileira esteve unificada sob a denominação de Grande Oriente do Brasil (GOB) desde 1883. Atuavam no Ceará as lojas maçônicas Fraternidade Cearense, fundada em 1859, Igualdade (1882), Liberdade IV (1901), Porangaba (1905), Amor e Caridade III (1905), dentre outras. Em 1927 ocorre a do Grande Oriente do Brasil, passando a organizar-se em cada estado da federação as Grandes Lojas Simbólicas, vinculadas à Confederação da Maçonaria Simbólica, gozando de autonomia e soberania dentro e fora do país[10]. A Grande Loja do Ceará é fundada em 19 de março de 1928, resultante da coligação de três Lojas: Deus e Camocim (1921), Porangaba (1905) e Fortaleza (1928). Essa reorganização da Maçonaria brasileira daria nova dinâmica, em termos estaduais, para a atuação dos pedreiros-livres.

Quanto ao Espiritismo, suas afinidades eletivas com a Maçonaria decorrem de duas condições. Em primeiro lugar pelo fato de o Espiritismo, ao chegar ao Brasil, na segunda metade do século XIX, ter encontrado severa oposição do catolicismo. Machado ressalta que na agitação intelectual da Corte, grandes nomes da política nacional, que eram maçons, também aderiram ao Espiritismo, tais como Quintino Bocaiúva, Saldanha Marinho, Bittencourt Sampaio.[11] Segundo, pela proposta racional da crença espírita, seu evolucionismo, suas bases positivistas e oposição fundamental ao materialismo.

É parte integrante do corpo doutrinário do Espiritismo, uma visão evolucionista da sociedade de tal modo que sua obra fundamental, O Livro dos Espíritos, lançado em Paris, em 1857, contempla os direitos trabalhistas, a condenação à escravidão, direitos iguais para as mulheres, dentre outras bandeiras comuns aos liberais, socialistas e ao pensamento moderno em geral. Na mesma linha social, percebe-se a configuração de um “socialismo espírita”, à medida que “apóstolos” do Espiritismo, como o escritor Léon Denis (1846-1927) – também maçom[12] – acreditavam nas possibilidades de um socialismo espiritualizado, como podemos constatar em Socialismo e Espiritismo:

 

Segundo meus artigos precedentes, eu me coloquei entre os socialistas. Mas tive o cuidado de dizer que não aceito o socialismo sem a doutrina espiritualista que o tempera, o dulcifica, tira-lhe todo o caráter de áspera violência. Reprovo o socialismo materialista que só semeia o ódio entre os homens e, por conseguinte, permanece infecundo e destrutivo, como se pode ver na Rússia. Sou evolucionista e não revolucionário.[13]

 

Esses elementos doutrinários do Espiritismo encontram ressonância na Maçonaria que, por sua vez, impõe como primeira condição à iniciação de seus adeptos, a crença em Deus (Grande Arquiteto do Universo). Assim, o materialismo seria, para ambos, sua própria negação.

No Ceará, já em 1853 o jornal O Cearense noticiava “experiências” com “mesas girantes”, na casa do comerciante José Smith de Vasconcelos (Barão de Vasconcelos). Difundiu-se o Espiritismo também na Escola Militar, na década de 1890, favorecido pela maré positivista. E nos anos de 1897, 1901 e 1902, surgiriam os primeiros grupos espíritas; sendo em Fortaleza o primeiro e os dois últimos em Maranguape. Contudo, foi a partir de 1910, com a chegada a Fortaleza do militar maçom-espírita, o cearense Manuel Vianna de Carvalho, que se faria uma divulgação intensa do espiritismo em conferências públicas, nas lojas maçônicas “Igualdade” e “Liberdade” e na imprensa, convocando para o debate “socialistas, maçons, livres pensadores, adeptos em geral das idéias modernas”. Fundou os jornais espíritas O Combate (1910), O Lábaro (1911), e o Centro Espírita Cearense (1910), congregando em sua diretoria importantes nomes da vida social e política da capital. A partir de então proliferam os grupos espíritas até a década de 1930, quando é fundada a Federação Espírita Cearense.

Podemos destacar a atuação espírita de Vianna de Carvalho em conferências nas lojas maçônicas e salões das associações de classe e suas polêmicas com o clero local nas páginas da imprensa, como no jornal A República, em 17 de janeiro de 1911:

 

No montão de inverdades atiradas contra o Espiritismo escolho um ou outro ponto apropriado ao esclarecimento das inteligências obumbradas ao peso das imposições tiranas do romanismo que considero nefasto à marcha do progresso humano [...] analiso-os à luz da lógica e dos fatos, com o desassombro de quem não teme a odiosidade dos turiferários de seitas retrógradas, que se abroquelam em erros seculares a fim de subjugarem sacrilegamente a consciência alheia. (...) Ou Lux [pseudônimo do oponente católico] supõe grosseiramente que é lícito aos representantes da igreja católica cobrirem de maldições, injúrias, impropérios a quantos se afastam do seu obscuríssimo processo de entender a religiosidade, enquanto para os outros é crime a exposição e defesa de suas opiniões?[14]

 

A reação do clero local à atuação de Viana de Carvalho pode ser exemplificada nas palavras do padre Vanderillo Herpierre, asseverando os perigos e a falsidade da revelação espírita, no mesmo jornal, a 6 de abril de 1911:

 

Quanto ao veneno da doutrina que pretende intoxicar a nossa fé é sutil e traiçoeiro, o sabemos de sobra pela maneira com que se propina e pelos estragos que causa [...] suporto dificilmente que o campeão do espiritismo, em lugar de ensinar teorias teosóficas mais modernas (falsas também) se contente em espalhar o espiritismo antiquado do pobre Allan Kardec, de quem uma Enciclopédia moderníssima publica que, depois de ter deixado de estar em voga, desde vinte anos na Europa e na América do Norte, emigrou para uns cantos da América do Sul! O Ceará não seria destes cantos! Respeitemos o Ceará, a ‘Terra da Luz’.[15] 

 

Na década de 1920, O Nordeste intensificaria seus ataques ao Espiritismo, utilizando dos discursos de médicos, psiquiatras, sacerdotes brasileiros ou estrangeiros. Em certa ocasião publica carta de leitor, intitulada “A propósito do espiritismo”, denunciando o “proselitismo” espírita nas dependências do Colégio Militar e comparando-o com a difusão do positivismo naqueles meios no início da República. O paralelo é revelador das condições do enraizamento espírita na sociedade cearense.

 

Estamos sofrendo ainda as conseqüências desse erro imperdoável. E como poderemos de braços cruzados, assistir à invasão do espiritismo, novidade que, em vista de seus processos de infiltração em todas as camadas, torna-se duplamente prejudicial? Se verdadeiro perigo é o espiritismo para os intelectuais, que abismo não será para a mocidade e para os analfabetos? Todavia a propaganda se faz indistintamente por toda a parte, até nas casas de ensino. [...] Deus queira que, imitando o mestre, alguns discípulos não tentem ensaiar a propaganda espiritista nos Colégios Militares. Contra esse perigo de que estão ameaçados os jovens alunos do nosso Colégio Militar, filhos de famílias católicas, chamamos a atenção de quem poder providenciar. F. T.[16]

 

Meses depois, o diário católico dá voz ao alerta de um padre sobre a penetração do Espiritismo no Sertão:

 

É ridículo, senão lamentável o ingresso do espiritismo em muitos lares sertanejos. Compram-se, tomam-se por empréstimo livros vários de médiuns, publicações espíritas de vários autores, entre os quais predomina o célebre Allan Kardec, e transportam certos operários melhor contemplados nas obras contra as secas, para o interior dos sertões, estes livros perniciosos, que gravam dolorosos males em certos espíritos.[17]

Teodoro Cabral (Polibio), jornalista (editor, redator e cronista) da Gazeta de Notícias, maçom e espírita e presidente do Centro Espírita Cearense, por diversas vezes levara o Espiritismo para o debate religioso:

 

Avigora-se, ultimamente, na velha Europa, um movimento de idéias favoráveis à unificação das religiões cristãs. Teoricamente não há nenhuma dificuldade [...] as igrejas Católica Apostólica Romana e Grega Scismatica ou de liturgia, e as varias denominações protestantes, embora divergindo entre si [...] têm em comum princípios fundamentais; A existência de Deus, a imortalidade da alma, o céu como premio aos eleitos e o inferno como castigo aos réprobos, a revelação bíblica, a moral evangélica. O Espiritismo adota os mesmos princípios, modificando, apenas, o conceito das penas e recompensas [...] Sua Santidade teria dito [...] que é favorável à união de todas as religiões, mas afirma que isso só ‘poderia conseguir-se procurando fazer voltar ao seio do catolicismo romano, a única verdadeira Igreja de Jesus Cristo, os dissidentes que dela miseravelmente desertaram [...]’ Dentro desse programa nenhuma conciliação é possível.[18]

 

Polibio reconhecia que os anos passavam e a “fé racional” ainda era algo distante da massa da população, apesar do avanço da modernidade, do “assombroso desenvolvimento” das “ciências positivas”:

 

A religião continua a ser o que já era na antiguidade, uma matéria opinativa, uma questão de simpatia, que a gente escolha, aceita ou recusa: a Humanidade espera ainda que surja o descobridor do método que torne a Religião uma categoria do espírito, uma necessidade mental que se imponha a golpes de experiências, observações e raciocínios. Os progressos nesse sentido alcançados nestes últimos tempos, com as experiências psíquicas, são admiráveis, porém insuficientes para obrigar à convicção. A fé, que é sentimento, ainda é uma condição indispensável da razão de crer [...].[19]

 

Nos ataques à Maçonaria, que em alguns períodos eram diários, o jornal clerical procura desqualificá-la, dentre outras coisas como sociedade criminosa. Tome-se como exemplo o ano de 1925, em O Nordeste traz reportagens do tipo: “Perseguição religiosa na França”, onde se divulgando nota do “cardeal Dubois”, responsabilizando a Maçonaria pelas medidas do governo contra a Igreja Católica (9 de fevereiro); “A Câmara italiana aprova o projeto contra a maçonaria”. Naquela ocasião Mussolini “Declarou que a maçonaria é o maior inimigo do fascismo [...] O projeto proíbe os funcionários do governo pertençam às forças maçônicas. [...] o chefe do governo aludiu a numerosas mortes e atentados por eles praticados” (27 de maio).

O jornal O Ceará, do jornalista, professor e maçom Julio de Matos Ibiapina se colocou na defesa irrestrita da Maçonaria, ante os ataques do diário católico:

 

Os leitores do órgão pio desta capital na estarão esquecidos da campanha quase diária que ali se faz contra a Maçonaria. Os conceitos emitidos contra essa instituição poderão levar ao povo ignorante a impressão de que a Maçonaria é criação diabólica, digna de ser condenada, não somente pelos católicos mas por todos que se interessam pelo progresso social, tão negras são as cores que se pintam os intuitos dos maçons.[20]

 

Nesse embate, a própria imprensa que já era arma, transformava-se em objeto de disputa. Enquanto experimentava a excomunhão proferida pelo arcebispo D. Manoel, a folha de Matos Ibiapina dava voz às “Queixas do Povo”:

 

O Clero aponta a maçonaria como seita perigosa, e nós perguntamos se há maior perigo para o mundo que se lançar mão às coisas alheias em nome de Deus, como fazem alguns padres da santa madre Igreja Católica Apostólica romana, obrigando as pobres viúvas a fazerem assinaturas do ‘O Nordeste’, dizendo-lhes que se não fizerem tal não terão a salvação eterna e outras ameaças de igual quilate.[21]

 

Estava em jogo, para esses agentes, a difusão de uma nova perspectiva espiritualista, referenciada nas tradições do pensamento iniciático, aliada às conquistas da modernidade. Anelar o intelecto e a moral, cultivar a sabedoria Antiga e dos Evangelhos em parceria com a ciência, eram os novos projetos constitutivos das matrizes das virtudes e da fé.  O maçom-espírita professor Euclides César, em crônica biográfica sobre seu contemporâneo Matos Ibiapina, afirmara:

 

No terreno puramente religioso, Julio Ibiapina é um [...] espírito rebelde, altivo [...] que sonha, como também já sonhei, destruir o edifício milenário da Igreja, adotando a antiga escola de crítica aos abusos dos padres, como se tais erros e tais abusos, fossem suficientes para anular a grandeza da doutrina e dos ensinamentos de Cristo [...].[22]

 

Outro maçom-espírita, Políbio, não olvidava essa lição, quando observava as crenças e práticas religiosas da sociedade local, mesmo que para isso precisasse “invadir a seara alheia”:

 

[...] Quero falar de um uso, ou antes um abuso, corrente entre alguns fiéis, ignorantes, já se vê, da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana, a que não pertenço. [...] É uma praxe cuja origem se perde em longínquo passado a de fazer promessas. [...] No meu parecer de herege contumaz, acho que ao Criador, nós as criaturas que o adoramos, temos o direito de pedir-lhe todas as coisas que julgamos boas e necessárias, especialmente as de caráter espiritual, mas nada lhe devemos prometer, a não ser praticar o que julgamos serem os seus mandamentos.[23]

 

Para a Maçonaria a relação de complementaridade entre religião e ciência era essencial para a compreensão do caráter moralizador da Ordem. Pensada e definida como uma grande escola de sabedoria, a Maçonaria contempla a evolução do conhecimento humano a partir da tentativa de fusão dos conhecimentos iniciáticos (esotéricos) dos antigos e com as aquisições da ciência moderna, com o fim de esclarecer gradativamente a consciência humana da sua interação espírito/matéria.

O Espiritismo, por sua vez, como “ciência do Espírito”, com desdobramento filosófico e conseqüência moral-evangélica, promovia uma religiosidade de caráter íntimo, favorecedora de afinidades e aliança tática com a Maçonaria, ao tempo que acirrava a oposição da Igreja Católica, autoconsiderada depositária do patrimônio espiritual da nação. 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

BARATA, Alexandre M. Luzes e sombras. A ação da Maçonaria brasileira (1870-1910). Campinas:Editora da Unicamp/Centro de Memória da Unicamp, 1999.

DENIS, Léon. Socialismo e Espiritismo. Trad. Wallace Leal. V. R. Matão(SP):Casa Editora O Clarim, 1987.

DOMINGUES, José Maurício. Interpretando a Modernidade: Imaginário e Instituições. Rio de Janeiro:Editora FGV, 2002.

KLEIN FILHO, Luciano. Vianna de Carvalho: o tribuno de Icó. Niterói(RJ):Lachâtre, 1999.

LE GOFF, Jacques. Antigo/Moderno In História e Memória. Campinas:Editora da Unicamp, 1992, p.167-202.

LINHARES, Marcelo. História da Maçonaria Primitiva, Operativa, Especulativa). Londrina:A Trolha,1997.

MACHADO, Ubiratan P. Os Intelectuais e o Espiritismo. Niterói:Publicações Lachâtre,1997.

MIRANDA, Julia. O Poder e a Fé – Discurso e prática católicos. Fortaleza:Edições UFC, 1987.

MONTEIRO, Eduardo Carvalho. Léon Denis e a Maçonaria. São Paulo:Madras Editora, 2003.

MONTENEGRO, João A. Alfredo de S. O Trono e o Altar: As Vicissitudes do Tradicionalismo no Ceará (1817-1978). Fortaleza:BNB, 1992.

PARENTE, Josênio C. Anauê – Os Camisas Verdes no Poder. Fortaleza:Edições UFC, 1986.

SILVA, Marcos J. D. No compasso do progresso. A Maçonaria e os trabalhadores cearenses. Fortaleza:Expressão Gráfica/Núcleo de Documentação Histórica/NUDOC-UFC, 2007.

______. Modernidade e espiritualismo na imprensa operária cearense da Primeira República. Revista História Hoje Revista Eletrônica de História - ANPUH, v. 5, nº13, 2008. Disponível em: http://www.anpuh.org/revistahistoria/public

 


 

[1] Texto inspirado em comunicação do autor realizada no Simpósio Temático – Religiosidades: temas e paradigmas de análise, sob a coordenação dos professores Artur César Isaia e Mara Clara Tomaz Machado, desenvolvido no XXV Simpósio Nacional História, em Fortaleza-Ce, julho de 2009.

[2] Graduado em História, Mestre e Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará.

Professor Adjunto de História da Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central - FECLESC (Campus Quixadá-Ce), da Universidade Estadual do Ceará (UECE).

[3]Le Goff, 1992, p. 180-181.

[4]Domingues, 2000, p.35.

[5]Miranda, 1987.

[6] Montenegro, 1992.

[7] Cf. Silva, 2008.

[8] Cf. Barata, 1999; Silva, 2007.

[9] Cf. Parente,1986.

[10] Cf. Linhares, 1997.

[11] Machado,1997.

[12] Cf. Monteiro, 2003.

[13] Denis, 1987, p.126.

[14] Apud KLEIN FILHO, 1999, p.184-5.

[15] Apud KLEIN FILHO, 1999, p.98.

[16] O Nordeste. Fortaleza-Ce, 29 jan.1923.

[17] O espiritismo nos sertões. O Nordeste. Fortaleza-Ce, 13 jun. 1923.

[18] Gazeta de Notícias. Fortaleza-Ce, 13 jan.1927.

[19] Gazeta de Notícias. Fortaleza-Ce, 20 fev. 1929.

[20] O Ceará. Fortaleza-Ce, 21 out. 1926.

[21] O Ceará. Fortaleza-Ce, 22 mar. 1927.

[22] A Razão. Fortaleza-Ce, 26 jun. 1929, grifo nosso.

[23] Gazeta de Notícias. Fortaleza-Ce, 4 set. 1927, grifo nosso.